A Igreja

Efetuar login



Medite em

Jo. 3.16

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Início » Estudos » Família » Filhos do coração
Filhos do coração PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Qua, 26 de novembro de 2008 00:54

Pais que adotam devem sempre optar pela verdade

Uma maneira de exercer a maternidade e paternidade sem ser pelas vias biológicas. A adoção pode realizar um sonho que parece impossível ou trazer mais alegria para uma casa. Mas, afinal, qualquer um que deseja adotar uma criança poderá fazer isso? Não. É preciso que a pessoa seja maior de 21 anos, independente do estado civil, obedecendo-se a imposição legal de que o adotante deve ser no mínimo 16 anos mais velho do que o adotado.

A lei determina ainda que eles não podem ser irmãos. A pessoa que se interessar deve procurar o Juizado da Infância e juventude da comarca onde reside, para que sejam passadas as orientações necessárias para se inscrever no programa de colocação de crianças e adolescentes em famílias substitutas.

A criança adotada passa a ter a mesma condição de filho e ao mesmo tempo ela perde todos os vínculos com pais e parentes biológicos. Vale lembrar que a adoção tem caráter irrevogável, ou seja, depois de proferida a sentença com trânsito em julgamento, formalizando a adoção, não poderá mais haver desistência nem dos pais biológicos nem adotivos. Então, para você que pensa em adotar não é preciso se preocupar com uma possível cobrança da mãe biológica em quere novamente a criança ou adolescente.

A psicóloga Deusirene Cavalcante fala um pouco sobre este processo. “Não vejo a adoção como um ato de amor, como algumas pessoas apregoam. O ato de amar não está na adoção em si, mas na escolha de amar um filho (seja este biológico ou não). Em ambos os casos, a construção de vínculos afetivos dependerá de uma relação que vai se estruturando com a convivência”, diz ela.

A professora Maria Fernanda, de 49 anos, teve esta atitude duas vezes. Seu marido não podia ter filhos e eles, então, decidiram adotar um bebê. “Sou muito feliz com os meus filhos. Tratamos tudo com muita naturalidade. Na época eu conversei com uma amiga psicóloga e ela me orientou a contar a verdade desde bem cedo. Quando meu filho mais velho estava com três anos e começaram os questionamentos sobre as grávidas que ela via e o bebê na barriga... eu contei uma história que ele entendeu de forma muito tranqüila. Expliquei que existia uma mamãe que não podia ficar com um bebê porque ela tinha muitos problemas, mas havia um papai e uma mamãe que se amavam muito e queriam ter um filhinho, então Deus levou esta família para este bebê.

Eu nem precisei dizer que era ele toda a verdade, antes do final da história meu filho já disse: Eu sei esse bebê sou eu. Inclusive me ajudou a contar esta história para o irmão mais novo que também entendeu muito bem”, lembra. Ela afirma que a naturalidade passa a fazer parte de uma forma tão grande ao ponto de se esquecer que aquele filho é adotado. “Certa vez ele passou por um problema de alergia e a médica perguntou se existiam casos de pessoas alérgicas na família e eu respondi que sim, citando a minha mãe é”, lembra Maria que hoje é mãe de dois rapazes com 19 e 23 anos.

A psicóloga Deusirene concorda. Para ela, a verdade sempre deve estar presente nos relacionamentos. Isso também é amor. “A criança tem o direito de saber sobre a sua história. Acho perverso e egoísta esconder tal fato. A hora de falar sobre o assunto será sempre o momento em que a criança perguntar sobre o mesmo, como por exemplo: 'De onde vim? Eu estive aí na sua barriga?'. É suficiente responder à criança somente o que é perguntado. Geralmente, quando cessam as perguntas as dúvidas foram dissipadas. Não dá para se estabelecer uma idade padrão para contar sobre sua origem, contudo, quanto mais cedo ela tomar conhecimento, mais oportunidades terá de elaborar a sua história durante os primeiros anos de sua formação. Com o passar do tempo deverá recorrer sempre que quiser acrescentar dados à sua história que julgar significativos. Os pais têm papel fundamental em manter este diálogo aberto, sempre que a criança necessite”, conclui.

Autora: Gysele Alves
Artigo retirado do site ELNET - A Internet do Povo de Deus
Fonte: http://www.elnet.com.br/familia_interna.php?materia=4427

Última atualização ( Ter, 24 de fevereiro de 2009 15:19 )
 

Próximos eventos

Enquete

Com que frequência você dizima?
 
Desenvolvimento: Wilton Melo